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Educação ambiental como instrumento de consciência social
03/11/09
Por: Alex Rufino da Silva
Fonte: www.ejurnews.com

 
Educação ambiental como instrumento de consciência social

Um dos maiores problemas atuais vem sendo sentido em todo Planeta, as mudanças climáticas. Mais o que são as mudanças climáticas? São alterações no sistema climático provocadas pelo aquecimento global, que por sua vez é causado pelo aumento de gases do efeito estufa, ao reduzir a capacidade da Terra de se resfriar. O aumento da temperatura média do Planeta acarreta mudanças na intensidade e freqüência das chuvas e na evaporação e na temperatura dos oceanos, entre outros fenômenos. Os efeitos não são iguais em todas as regiões, mas as mudanças ameaçam a agricultura, o abastecimento de água, o equilíbrio dos ecossistemas e a vida de muitas espécies.
Diariamente, os veículos de comunicação vêm noticiando manchetes que mostram claramente o quadro assustador e trágico causados pelo aquecimento global, o aumento do nível dos mares e da temperatura ocasionando vários desastres naturais. São evidentes, que esses fatores causam prejuízos enormes à saúde humana e provocam problemas na economia mundial.
Reduzir drasticamente as emissões dos gases de efeito estufa, além da ação dos governos e dos empresários, se faz necessário que os cidadãos mudem seus hábitos e passem a construir uma consciência sócio-ambiental. Para tanto, precisamos na nossa própria casa, aprender a economizar energia, apagando as luzes desnecessárias, comprar eletrodomésticos de nível “A” em eficiência energética porque reduzem a emissão de CO2; evitar abrir freqüentemente portas de freezers e geladeiras, pois economiza 15% de energia; desligar da tomada os aparelhos com standy-by quando não estiverem em uso; trocar as lâmpadas incandescentes por fluorescentes, que gastam cerca de 80% menos energia; usar ar-condicionado o mínimo possível; no uso da água, evite o desperdício e procure reaproveitar sempre que possível; cuide bem do seu lixo – separe tudo para que seja possível reciclar; rejeite produtos com CFC (clorofluorcarbono), gás que destrói a camada de ozônio; evite trazer excesso de sacolas plásticas do supermercado e peça ao estabelecimento para trocá-las por sacolas de papel. Já no transporte, alguns hábitos devem ser mudados, como por exemplo, deixar o carro na garagem e usar o transporte coletivo ou bicicleta sempre que possível; dar preferência a biocombustíveis como o álcool e biodiesel; manter motor do carro regulado e pneus calibrados; evite mudanças bruscas de velocidade, antecipando as paradas nos semáforos; reduza a velocidade de passeio para máximo de 100 km/h – isso diminui o consumo de combustível em 15%; não exagere no uso de ar-condicionado e de sistemas de som potentes, que consomem 13% mais energia. Além é claro, ajudar a recuperar o verde de sua cidade, evitando cimentar área verde em casa; denunciando derrubada ilegal de árvores; cobrando da prefeitura sistemas eficientes de drenagem de águas da chuva e de coleta e tratamento adequados de esgoto e do lixo.
A nossa qualidade de vida esta sendo comprometida pelos altos índices de poluição do ar e do solo, principalmente nas grandes cidades brasileiras, provocada pelos principais agentes desse processo, as indústrias, a queima de combustíveis fósseis (veículos automotores, principalmente) e as usinas termoelétricas. As doenças respiratórias como a bronquite, rinite alérgica, alergias, asma levam milhares de pessoas aos hospitais todos os anos. A OMS – Organização Mundial de Saúde divulgou
Que 3 milhões de pessoas morrem anualmente devido aos efeitos da poluição atmosférica.
Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada [Ipea], relativos a 2007, indicam que 76 milhões de brasileiros não têm acesso ao serviço de esgoto sanitário em seus domicílios.
A questão da água é outro problema sério que precisa ser enfrentado por todos nós, sociedade. A histórica agressão ao recurso e o desperdício, além da má utilização do solo provocado pelos constantes desmatamentos, uso de agrotóxicos, a expansão urbana e a deposição inadequada de lixo.
Até quando vamos continuar a celebrar esse caos ambiental? Precisamos refletir sobre o nosso papel no Planeta e não ficar somente procurando culpados. Sabemos que os maiores vilões são os Países mais ricos do Mundo, que fazem parte do G8 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Canadá, Itália e Rússia), mais mesmo assim, precisamos fazer a nossa parte.
A educação ambiental deve ser inserida nos currículos escolares do ensino fundamental, médio e superior, pois é a principal ferramenta para que os cidadãos e as comunidades adquiram conhecimentos, habilidades, experiências e valores, e assim possam agir individualmente ou coletivamente objetivando alcançar soluções para os problemas ambientais presentes e futuros. Para tanto, se faz necessário o apoio dos meios de comunicação nesse contexto, democratizando as informações, acerca da questão ambiental e disseminando em todas as suas programações. Deve ser um esforço conjunto, educadores, sociedade civil, ONGs, Associações de bairros, centros comunitários, governantes e empresários.
Mudar nossos padrões de produção e consumo é o desafio atual para protegermos o nosso Planeta. A busca do equilíbrio entre o homem e o meio ambiente, deve ser pautada no modelo de desenvolvimento sustentável, onde a palavra de ordem deve ser: reduzir, reutilizar e reciclar.

 

Alex Rufino da Silva – Historiador e Bacharel em Direito

 

 


Referências Bibliográficas

FURRIELA,R.B. Democracia, Cidadania e Proteção do Meio Ambiente. São Paulo: Amablume; FAPESP, 2002.
PEARCE FRED. O Aquecimento Global – causas e efeitos de um mundo mais quente, Editora: Publifolha. 1a. edição, 2002.
Agência Nacional das Águas – ANA
<www.senado.gov.br/jornal/jornal@senado.gov.br>
<www.mma.gov.br>
<www.senado.gov.br/comunica/agencia/cidadania/index.htm.>

 

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