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O Shopping e o Banco Imobiliário
26/05/09
Por: José Moreira Prates Neto

 

O Shopping Pantanal, um dos maiores do Centro Oeste, foi invadido pelas empresas do setor imobiliário e poderá tornar-se um grande tabuleiro de banco imobiliário.

Um shopping é conhecido como lugar onde todos se encontram, se divertem e principalmente, compram! Como o setor imobiliário está em alta muitas empresas do ramo, destacadamente as imobiliárias e construtoras, descobriram um momento oportuno para tirar proveito disso e fazer bons negócios.
 
O jogo banco imobiliário, o brinquedo, foi criado nos Estados Unidos logo após a grande crise econômica americana de 1929, precisamente no ano de 1932. As famílias americanas se reuniam em volta do tabuleiro, após o jantar, e jogavam horas a fio. Os economistas da época diziam que o brinquedo foi inventado pelo governo para que os pais ensinassem aos filhos a fazerem melhores negócios e, deste modo, quando adultos não cometeriam os mesmos erros de seus antepassados.
 
No Brasil, em 1980 foi criada uma versão do jogo pelo fabricante de brinquedos Estrela. Tenho em casa um exemplar desses, e frequentemente minha filha de 10 anos me desafia para uma partida. Nesses momentos sou intimado a negociar no tabuleiro; vendas, compras, permutas, terrenos, aluguel, hipoteca, em regiões nobres do Rio de Janeiro, Ipanema, Copacabana, Botafogo e outras negociação de imóveis em São Paulo; na região do Morumbi, Interlagos e Avenida Paulista. Enfim, negócios imobiliários, que envolvem movimentações de dinheiro de mentirinha, esperteza e muita paciência porque o jogo é demorado. Para que o jogador se mantenha até o final da partida o importante é evitar a falência e constantemente fazer bons negócios.
 
Em Cuiabá o Shopping Pantanal até parece um grande tabuleiro. Está localizado na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, mais conhecida como Avenida do CPA, que dá acesso ao centro político administrativo, próximo ao fórum, e a alguns órgãos públicos estaduais e federais, ou seja, um verdadeiro corredor comercial, um ponto estratégico e ainda, de fácil acesso aos promissores clientes.
 
Qualquer pessoa que caminha pelos corredores do shopping percebe de imediato a presença das imobiliárias, show room das construtoras locais e de empresas que recentemente chegaram à Cuiabá e acabaram lá se instalando. Os corretores de imóveis, consultores e assistentes de vendas estão em todos os cantos, mostrando maquetes de casas, terrenos e de apartamentos, e por outro lado clientes assinando contratos de venda e compra, enfim realizando negócios.
 
As vendas de imóveis estão em alta, acredita-se que seja devido à baixa rentabilidade dos investimentos em papéis e à turbulência das bolsas de ações. Observando-se o mercado imobiliário, nota-se que as capitais brasileiras estão se tornando um legítimo canteiros de obras. Em Cuiabá não é diferente. Construções de apartamentos em regiões tidas como nobres; Goiabeiras, Jardim das Américas, Bosque da Saúde, e na própria região do Shopping Pantanal. Há ainda os condomínios horizontais; Florais, Belvedere e Alphavile. Em razão das vendas, as empresas construtoras estão com o capital de giro disponível para concluir obras e para investir em novos lançamentos de projetos imobiliários. Outro fator de aquecimento desse mercado é a disponibilização de créditos pelas instituições financeiras, com juros cada vez mais baixos para quem está comprando casas e apartamentos financiados.
 
De acordo com o último Informativo do setor de economia do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo – Sinduscon - SP, o consumo de cimento no Brasil em 2005 foi de 35.422 mil toneladas, e em 2008 fechou o saldo com um consumo de 51.358 mil toneladas, variação de 45,5% no período, acredita-se que todo este cimento fora consumido em obras do setor civil. Esse indicador de crescimento é considerado expressivo no setor da construção civil.
 
A Lei nº. 9.154 de 20 de novembro de 1997, que instituiu o contrato de alienação fiduciária de bem imóvel financiado, favorece a baixa inadimplência tornando-se outro fator positivo primeiramente para as instituições, que em retribuição disponibilizam crédito aos adquirentes.
 
Na jogada perspicaz de aquisição do imóvel na planta, tanto ao jogador do banco imobiliário como ao real adquirente é aconselhável tomar algumas precauções; verificar com a construtora o registro da incorporação do imóvel no cartório de registro de imóveis, pedir o memorial descrito, o cronograma de obras, verificar também a existência do Alvará de construção. Esses documentos são obrigatoriamente registrados em cartório de imóveis antes do início da obra, por exigência da Lei n. 4.591, de 16 de dezembro de 1964, sem o carimbo do cartório nestes documentos, desconfie. Procure saber também se a incorporadora e construtora possui seguro de conclusão e entrega do empreendimento.
 
Existe em Cuiabá empresa incorporadora e construtora que faz questão de anexar cópia da apólice do seguro ao contrato de venda e compra do apartamento adquirido na planta, isso além de iniciativa elogiável de transparência empresarial é uma garantia do seu investimento. Se ainda persistir a dúvida, para análise dos documentos e do contrato de venda e compra é aconselhável consultar um especialista em direito imobiliário.
 
Os jogadores do banco imobiliário ousam comprar e vender no setor imobiliário porque sabem que imóvel é um porto seguro do seu dinheiro, a médio ou longo prazo, é retorno líquido e certo. O setor imobiliário ousou e mostrou a cara nos Shoppings, assim o comprador poderá mudar de fase e combinar momentos de desconcentração com a família e oportunidade de realizar bons negócios.
 
JOSÉ MOREIRA PRATES NETO -  Acadêmico de Direito  - Turma DRQ51 - 7º semestre ICEC

 

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